CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - ATIVO INTANGÍVEL - OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL – ALTERAÇÕES – MEF 23649 - IR

 

 

OBSERVAÇÕES ETÉCNICO

 

                As NBC TG nºs 04 e 06 (R1) alteram as NBC TG nºs 04 e 06, que tratam das seguintes matérias:

                - Operações de Arrendamento Mercantil; e

                - Ativo Intangível.

 

NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE NBC TG Nº 4 (R1), DE 11 DE DEZEMBRO DE 2013.

 

Altera a NBC TG 04, que dispõe sobre ativo intangível.

 

                O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e com fundamento no disposto na alínea “f” do art. 6º do Decreto-Lei nº 9.295/46, alterado pela Lei nº 12.249/10, faz saber que foi aprovada em seu Plenário a alteração da seguinte Norma Brasileira de Contabilidade (NBC):

                1. Altera os itens 33, 47, 50, 75, 78, 82, 84, a alínea (e) do item 3, a alínea (b) do item 100, altera a definição “valor justo” e exclui as definições “mercado ativo”, “combinação de negócios” e “data de aquisição” do item 8, e exclui os itens 39, 40, 41, e a alínea (c) do item 124, na NBC TG 04 - ATIVO INTANGÍVEL, que passam a vigorar com as seguintes redações:

 

                “3. (...)

                (e) ativos financeiros, conforme definido na NBC TG 39. O reconhecimento e a mensuração de alguns ativos financeiros são tratados pela NBC TG 35 - Demonstrações Separadas, NBC TG 36 - Demonstrações Consolidadas e NBC TG 18 - Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto;

                8. (...)

                Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração (ver NBC TG 46 - Mensuração do Valor Justo).

                33. De acordo com a NBC TG 15 - Combinação de Negócios, se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios, o seu custo deve ser o valor justo na data de aquisição, o qual reflete as expectativas dos participantes do mercado na data de aquisição sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. Em outras palavras, a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor, mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. Portanto, a condição de probabilidade a que se refere o item 21(a) é sempre considerada atendida para ativos intangíveis adquiridos em uma combinação de negócios. Se um ativo adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, considera-se que exista informação suficiente para mensurar com confiabilidade o seu valor justo. Portanto, o critério de mensuração previsto no item 21(b) é sempre considerado atendido para ativos intangíveis adquiridos em uma combinação de negócios.

                39 a 41. Eliminados.

                47.O item 21(b) especifica que uma das condições de reconhecimento de ativo intangível é a mensuração do seu custo com confiabilidade. O valor justo de ativo intangível é mensurado com confiabilidade: (a) se a variabilidade da faixa de mensuração de valor justo razoável não for significativa ou (b) se as probabilidades de várias estimativas, dentro dessa faixa, possam ser razoavelmente avaliadas e utilizadas na mensuração do valor justo. Caso a entidade seja capaz de mensurar com confiabilidade tanto o valor justo do ativo recebido como do ativo cedido, então o valor justo do segundo deve ser usado para mensurar o custo, a não ser que o valor justo do primeiro seja mais evidente.

                50. As diferenças entre valor justo da entidade e o valor contábil de seu patrimônio líquido, a qualquer momento, podem incluir uma série de fatores que afetam o valor justo da entidade. No entanto, essas diferenças não representam o custo dos ativos intangíveis controlados pela entidade.

                75. Após o seu reconhecimento inicial, se permitido legalmente1, um ativo intangível pode ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação.

                Para efeitos de reavaliação nos termos da presente Norma, o valor justo deve ser mensurado em relação a um mercado ativo. A reavaliação deve ser realizada regularmente para que, na data do balanço, o valor contábil do ativo não apresente divergências relevantes em relação ao seu valor justo.

                78. É raro existir mercado ativo para um ativo intangível, mas pode acontecer. Por exemplo, em alguns locais, pode haver mercado ativo para licenças de táxi, licenças de pesca ou cotas de produção transferíveis livremente. No entanto, pode não haver mercado ativo para marcas, títulos de publicações, direitos de edição de músicas e filmes, patentes ou marcas registradas porque esse tipo de ativo é único. Além do mais, apesar de ativos intangíveis serem comprados e vendidos, contratos são negociados entre compradores e vendedores individuais e transações são relativamente raras. Por essa razão, o preço pago por um ativo pode não constituir evidência suficiente do valor justo de outro. Ademais, os preços muitas vezes não estão disponíveis para o público.

                82. Se o valor justo de ativo intangível reavaliado deixar de poder ser mensurado em relação a um mercado ativo, o seu valor contábil deve ser o valor reavaliado na data da última reavaliação em relação ao mercado ativo, menos a eventual amortização acumulada e a perda por desvalorização.

                84. Se o valor justo do ativo puder ser mensurado em relação a um mercado ativo na data de avaliação posterior, o método de reavaliação deve ser aplicado a partir dessa data.

                100. (...)

                (b) exista mercado ativo (como definido na NBC TG 46) para ele e:

                124. (...)

                (c) eliminada.”

 

                2. Em razão dessas alterações, as disposições não alteradas desta Norma são mantidas e a sigla da NBC TG 04, publicada no DOU, Seção I, de 02.12.10, passa a ser NBC TG 04 (R1).

                3. As alterações desta Norma entram em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013.

 

JUAREZ DOMINGUES CARNEIRO

Presidente do Conselho

 

___________________

 

 

NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE NBC TG Nº 6 (R1), DE 11 DE DEZEMBRO DE 2013.

 

Altera a NBC TG 06, que dispõe sobre operações de arrendamento mercantil.

 

                O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e com fundamento no disposto na alínea “f” do art. 6º do Decreto-Lei nº 9.295/46, alterado pela Lei nº 12.249/10, faz saber que foi aprovada em seu Plenário a alteração da seguinte Norma Brasileira de Contabilidade (NBC):

                1. Inclui o item 6A na NBC TG 06 - OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, com a seguinte redação:

                “6A. Esta Norma utiliza o termo valor justo de modo que difere, em alguns aspectos, da definição de valor justo da NBC TG 46 - Mensuração do Valor Justo. Portanto, ao aplicar esta Norma, a entidade mensura o valor justo de acordo com a NBC TG 06 e não com a NBC TG 46.”

 

                2. Em razão dessas alterações, as disposições não alteradas desta Norma são mantidas e a sigla da NBC TG 06, publicada no DOU, Seção I, de 02.12.10, passa a ser NBC TG 06 (R1).

                3. As alterações desta Norma entram em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013.

 

JUAREZ DOMINGUES CARNEIRO

Presidente do Conselho

 

(DOU, 20.12.2013)

 

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